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A circulação digital paga

subiu 27% enquanto a impressa caiu 13%

Números do Instituto Verificador de Comunicação (IVC)

Segundo números do Instituto Verificador de Comunicação (IVC), circulação digital paga de jornais subiu 27% no ano passado enquanto a impressa caiu 13%. 

“Com banda larga mais rápida e a popularização dos dispositivos móveis, principalmente os smartphones, as pessoas têm preferido as versões digitais”, explica Pedro Silva, presidente do IVC, que atesta o crescimento perceptível do consumo de notícias via internet em todas as categorias de publicações

Murilo Bussab, diretor executivo de circulação e marketing da Folha.

“É inexorável: o digital será maior que o impresso em circulação paga e, inclusive, já é em termos de audiência total”, afirma Murilo Bussab, diretor executivo de circulação e marketing da Folha.

No mundo

O grupo New York Times já anunciou alta de 13,8% de assinaturas digitais em 2015, que resultaram em US$ 192,7 milhões e têm compensado, desde o terceiro trimestre, a queda de receitas de impresso. Apesar de icônico, o gigante americano não caminha sozinho: em junho do ano passado a World Association of Newspapers and News Publishers (WAN-Ifra) comunicou, durante seu congresso anual, que a média global da receita proveniente da circulação de jornais bateu as de publicidade pela primeira vez no século, principalmente por causa dos entrantes em paywall e do incremento nas vendas digitais.

No Brasil

Seguindo o mesmo ritmo, no Brasil o IVC deverá rever o teto de auditoria de até 50% de edições digitais. Esse limite já foi de 20% no passado e é um gatilho antifraude: com preços de produção muito mais baixos que a do impresso, um publisher poderia vender, por exemplo, um milhão de exemplares digitais num pacote de paywall a custo de R$ 0,01 e adquirir um carimbo de circulação verificada injusto, se comparado com a concorrência.

“Nosso comitê de jornais se reúne a cada três meses e, uma vez que é apresentada uma proposta, o processo decisório é razoavelmente rápido”, explica Pedro. O próximo encontro está marcado para março e pode rever, portanto, o teto de auditoria.

Incremento de assinantes uma alta de 21,4%. 

Andiara Petterle, vice-presidente de jornais e mídias digitais do Grupo RBS

Um dos casos de incremento de assinantes é o do Zero Hora, cuja venda média de versões online cresceram de 26,8 mil para 44,7 mil na comparação 2014/2015, uma alta de 21,4%. 

Uma das mais recentes é o ZH Tablet, versão de e-paper inteligente que entregou dispositivos aos assinantes com aplicativos RBS nativos. “Só nas modalidades digitais, queremos crescer 75% em 2016, chegando à circulação paga de 80,4 mil”, afirma Andiara.

A aposta na modalidade é tão grande que um novo projeto do Zero Hora está sacrificando a edição impressa de domingo. “Sim, corremos o risco de diminuir no papel a edição de final-de-semana, mas me dá um boost no digital desproporcional”, defende Andiara.

Orçamento, três vezes acima do imaginado para 2015

Maurício Lima, diretor de audiência da Infoglobo

O panorama econômico instável – que levou muitos anunciantes a procurarem as mídias mais baratas, eficientes e com melhores métricas – pode ter sido um dos fatores a contribuir com os resultados do digital no ano passado.

“Nosso estúdio Infoglobo, com produção de publicidade nativa e outros projetos especiais, tem se saído muito bem. Em termos de orçamento, está quase três vezes acima do que havíamos imaginado para 2015”, afirma Maurício Lima, diretor de audiência da Infoglobo. 

Fonte: Meio & Mensagem, disponível nas versões impressa e para tablets iOS e Android.

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